A curiosa situação dos "franceses" do Tottenham

A curiosa situação dos “franceses” do Tottenham

Não é o que vocês estão pensando, não iremos abordar a situação do nosso goleiro Lloris mas sim de três dos jogadores que vivem uma situação um tanto delicada na hierarquia de Mauricio Pochettino, Moussa Sissoko, Georges-Kévin N’ Koudou e Clinton Njié.

Moussa Sissoko:

Primeiro vamos falar sobre a contratação mais cara da história dos Spurs, o francês chegou por um alto valor devido a um desespero do clube no deadline day e valorizado após ótima Euro com seu país, e claro para cumprir uma lacuna de rotação no meio campo após as saídas de Chadli e Mason. Sua versatilidade mostrada ao longo da carreira era um trunfo importante porém o quanto custou e seu nível de comprometimento nos últimos tempos com os Magpies não era dos mais confiáveis.

Entretanto, o que se viu em campo foi um claro jogador de segunda etapa que teve seu tempo restrito ao chamado “garbage time” do futebol praticamente sendo relegado ao banco de reservas e a oportunidades diminutas no time titular. No geral nos enfrentamentos que começou como titular ele teve bons lampejos em confrontos contra o Manchester City e o Sunderland fechando bem os lados do campo, no centro do meio campo ele perdeu espaço para Harry Winks e não conseguiu se firmar como uma opção para a reserva de Dembele.

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Sissoko foi o que teve mais tempo de jogo entre os três

 

Desde a reta final do ano passado a situação ficou um pouco mais complicada com o esquema vindo para três zagueiros e com o nosso comandante argentino preferindo jogar com laterais e não tanto com alas neste desenho, ainda mais com os bons desempenhos de Trippier e Davies que conseguem ao menos cobrir as ausências de Walker e Rose. O outro caminho natural para se ter minutos seriam as copas porém jogamos com boa parte de nossos titulares nestes torneios, o que também fez com que ele ficasse mais no banco do que em campo, o que leva a crer que sua permanência no clube seja algo difícil de acontecer para a próxima temporada.

Nkoudou:

O jovem de boas temporadas no Nantes e no Olympique de Marseille está claramente longe de estar pronto, ele veio para ser a solução dos problemas na posição de winger dos Spurs ou se um pouco menos seria a opção de velocidade para quebrar defesas mais fechadas. Mas dois pontos foram bem importantes para a sua até agora discreta passagem pela equipe.

Primeiro ocorreu o caso da demora para concretizar a transferência do jogador que beirou o cômico se não fosse trágico com mais de um mês para se conseguir anunciar o atleta, com isso ele perdeu a pré-temporada com o restante do grupo e como não era alguém de grande renome ou números espetaculares antes de sua chegada o que também faz com que sua ausência não seja sentida ou cobrada por boa parte da torcida.

Nkoudou

Nkoudou ainda não teve tantas oportunidades

O segundo ponto é que Nkodou é mais um winger do que necessariamente um atacante e tem um poder maior de criação do que necessariamente de finalização, tanto no 4-2-3-1 quanto no 3-4-2-1 os nossos meias ofensivos procuram rotacionar mais em campo e trocando de posições, não sendo jogadores tanto presos há um lado ou outro como seria um esquema com o veloz meia, vale lembrar que Nkodou veio justamente para a posição que o próximo personagem da nosso coluna tentou ocupar.

Clinton Njié

Este não é francês (camaronês) mas veio do mercado de lá e chegou do Lyon como alguém que havia feito 7 gols e 7 assistências pelo clube do norte da França na última temporada por lá, nos Spurs também acabou sendo “queimado” com poucos minutos em campo, claro que a lesão que o afastou por pouco mais de 3 meses dos gramados não ajudou nada na adaptação ao esquema de jogo ou ao sistema da equipe.

A saída por empréstimo para o Olympique de Marseille como uma espécie de contrapeso na negociação de Nkodou, não pareceu a melhor das ideias. Mesmo com mais minutos ele que tem 18 jogos nesta temporada, acumulou 4 gols e apenas uma assistência jogando como nos Spurs em algumas vezes ocupando a posição de um “falso nove”. A tendência pelo que dizem relatos da mídia francesa é que o time azul não exerça a opção de compra no contrato de empréstimo do atleta e definir um novo destino e o seu futuro também parecem ser o principal ponto no verão europeu.

Njie

Njie segue emprestado no Olympique de Marseille

Njié também veio para ser esse homem de velocidade que tem sido uma lacuna no elenco mas ele tem características mais como um segundo atacante e mesmo quando jogou como um winger faltou sequência para o atleta que mesmo aparentemente querendo ficar e lutar por um lugar na equipe. Acabou sendo realmente emprestado e como já dito acima fica difícil acreditar que ele terá oportunidades na equipe, há não ser que volte muito bem na pré-temporada para 2017/2018 e consiga salvar sua carreira com a camisa lillywhite.

#COYS

 

 

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